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Cuccumella
A cafeteira de Nápoles, e a que todo mundo confunde com uma moka. É exatamente o contrário: numa cuccumella não há pressão em lugar nenhum. A água ferve na câmara de baixo, um jatinho de vapor por um furinho avisa, e então se tira do fogo e vira-se a coisa toda — dali em diante é a gravidade, e só ela, que puxa a água através do café para a metade do bico.
Visão geral
Prepare com a gente
Cuccumella
Notas
Tiramos do fogo pelo jato e não pelo relógio: aquele furo é o único instrumento da cafeteira, e é melhor que um cronômetro. E não compactamos o filtro: aqui não há pressão que atravesse um leito prensado, então mão firme na hora de carregar é exatamente o que a faz parar.
Por trás de cada passo
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1Pesar os grãos
0:05Pesar em vez de medir com colher é a única forma de repetir um preparo — os grãos variam em densidade e torra, então uma colher de um café não é uma colher de outro. Fixe a dose e todas as outras variáveis finalmente passam a significar alguma coisa.
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2Moer
0:15Nada empurra a água através desta cafeteira, então o leito precisa ser algo que 200 ml consigam atravessar em três a cinco minutos só por gravidade. A textura a mirar é açúcar refinado. Fina demais e ela para com a água quente parada em cima; grossa demais e tudo desce em noventa segundos e não tem gosto de nada.
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3Adicionar água
0:15Logo abaixo da spia, nunca acima: aquele furo precisa ficar livre para conseguir avisar, e uma câmara cheia demais cospe água fervente pela lateral assim que engata.
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4Adicione o pó
0:10Nivelado e sem compactar: o processo inteiro funciona por gravidade, e um leito compactado simplesmente o para. Encha o filtro em vez de fazer montinho — a tampa precisa fechar no gargalo sem pressionar o café.
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5Fechar
0:15A metade do bico entra com o bico apontando PARA CIMA, o que parece errado e não é: a cafeteira vai passar os próximos minutos de cabeça para baixo em relação a como serve. Rosqueie direito: a vedação entre as duas metades é o que obriga a água fervente a passar pelo café em vez de escapar pela junta, e uma cuccumella que escorre pela lateral quase sempre é uma que não foi fechada.
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6Ferver
4:00Olho no furinho. A spia é o único instrumento desta cafeteira, e um jato fino de vapor significa que a água lá embaixo está realmente fervendo — esse é o sinal, não um tempo nem um barulho. Tire do fogo nessa hora. Passado esse ponto você está evaporando a água com que ia fazer o café, e a cafeteira fica quente o bastante para queimar o pó no contato.
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7Virar
0:10O gesto que dá nome a tudo isso, e o único que pede algum sangue-frio: as duas alças, um movimento, e vira. Na câmara que vai ficar em cima há água fervendo, então vale decidir onde você vai pousá-la antes de começar. Uma vez virada, a gravidade assume e não sobra nada para fazer.
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8Descer
4:00Três a cinco minutos de pura gravidade: não há pressão em parte alguma deste método, e é nisso que está a diferença para a moka com que ela é confundida. A água encontra o caminho pelo pó no ritmo dela e se junta na metade do bico. Você vai ouvir parar antes de ver; espere mais um instante e sirva.
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9Aproveitar
0:10O café não para de mudar enquanto esfria: os aromas se apagam, a acidez se afia e a doçura vem para a frente. Beba logo depois de preparar, e prove conforme a temperatura cai — é assim que você aprende o que ajustar da próxima vez.
Ajuste pelo sabor
Primeiro a moagem, depois o fogo. Comece com 18 g médios para 200 ml, fora do fogo no jato, três a cinco minutos de descida. Mais rápido que três? Moa mais fino. Mais lento que cinco? Mais grosso. A única coisa que não convém ajustar é a fervura: uma cuccumella que fica no fogo depois do apito está evaporando a água com que ia fazer o café.
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Desce em um minuto e sai ralaMoagem grossa demaisAjuste · Mais fina, na direção do açúcar: a gravidade precisa de um leito contra o qual trabalhar
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Mal pinga, ou paraMoagem fina demais, ou o filtro foi compactadoAjuste · Uma volta mais grossa e nunca compactar: aqui nada empurra através de um tampão
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Amarga, meio queimadaFicou no fogo depois de sair o vaporAjuste · Fora assim que apitar; a spia é o cronômetro
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Escapa água pela juntaAs duas metades não foram rosqueadasAjuste · Feche direito antes de ir ao fogo
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Sai pouca coisaFerveu demais, ou encheu acima do furoAjuste · Encha até logo abaixo da spia e tire no jato
O que você precisa
A cafeteira e nada mais — papel, nunca. O alumínio é o tradicional e o aço é mais fácil de conviver. O sinal de que é uma cuccumella e não uma moka é que AS DUAS metades têm alça, porque em algum momento do método as duas são a de cima. Vêm em tamanhos fixos, como uma moka, e como uma moka querem ser usadas cheias e não pela metade.
Grãos e torra
Uma torra napolitana, se quiser o autêntico: escura, de acidez baixa, muitas vezes com robusta na mistura para dar corpo. Mas como nada é forçado através do pó, esta cafeteira é bem mais gentil com uma torra média do que a moka, e um bom origem de torra média sai doce e nítido. Torras muito claras ficam chapadas: o contato é curto e não há pressão para ajudar.
Variações para experimentar
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Açúcar dentro
Costume napolitano: uma colher na metade do bico antes de virar, para dissolver enquanto desce
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Descida mais longa
Um ponto mais fina e cinco ou seis minutos, para uma xícara mais encorpada
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Cuccumella gelada
Faça forte e despeje sobre gelo: sem pressão não há amargor a disfarçar
Perguntas frequentes: café com Cuccumella
Qual a diferença para uma moka?
Toda, apesar do ar de família. A moka cria uma a duas atmosferas de pressão de vapor e empurra a água PARA CIMA através do pó. A cuccumella ferve a água, é virada, e deixa que ela caia só por gravidade. É por isso que ela moe mais grosso, leva minutos em vez de segundos, e a xícara não tem nada da mordida metálica da moka.
Para que serve o furinho?
É a spia, o único instrumento da cafeteira. Quando a água de baixo ferve de verdade, sai dali um jato fino de vapor, e esse é o sinal para tirar do fogo e virar. Encha até logo abaixo dele, nunca acima: uma spia tapada não consegue avisar nada, e uma câmara cheia demais cospe.
Preciso mesmo virar?
A virada é o método. Tudo antes disso é água fervendo na metade errada; virar é o que põe a água acima do café para a gravidade fazer o trabalho. As duas alças, um só gesto, e atenção: a câmara que vai ficar em cima está cheia de água fervendo. Decida onde vai pousá-la antes de começar.
Moedores calibrados para este método
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