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1Zpresso JE para Cuccumella

A cafeteira de Nápoles, e a que todo mundo confunde com uma moka. É exatamente o contrário: numa cuccumella não há pressão em lugar nenhum. A água ferve na câmara de baixo, um jatinho de vapor por um furinho avisa, e então se tira do fogo e vira-se a coisa toda — dali em diante é a gravidade, e só ela, que puxa a água através do café para a metade do bico.

Encontre seu moedor… 1Zpresso JE
Moedor manual · mós cônicas de 47 mm

Ajuste de 1Zpresso JE

Cliques
96–120
Moagem
500–700 µm
Descrição da moagem
Média

Estes ajustes são valores de consenso calculados a partir de 1 fontes independentes (manuais do fabricante, tabelas de referência e nosso modelo de mícrons), monitorados diariamente.

Visão geral

Nossa 1:11·18 g·198 g·100 °C·Média · 500–700 µm·9:20 Faça a sua versão

Prepare com a gente

Cuccumella

Moagem Média 500–700 µm
Proporção 1:
Dose g
Água g
Temp. da água °C
Tempo total 9:20

0:00 Cronômetro
Fluxo
Peso
PASSO 1 / 9 0:00 / 0:00

Notas

Tiramos do fogo pelo jato e não pelo relógio: aquele furo é o único instrumento da cafeteira, e é melhor que um cronômetro. E não compactamos o filtro: aqui não há pressão que atravesse um leito prensado, então mão firme na hora de carregar é exatamente o que a faz parar.

Por trás de cada passo

  1. 1Pesar os grãos

    0:05

    Pesar em vez de medir com colher é a única forma de repetir um preparo — os grãos variam em densidade e torra, então uma colher de um café não é uma colher de outro. Fixe a dose e todas as outras variáveis finalmente passam a significar alguma coisa.

  2. 2Moer

    0:15

    Nada empurra a água através desta cafeteira, então o leito precisa ser algo que 200 ml consigam atravessar em três a cinco minutos só por gravidade. A textura a mirar é açúcar refinado. Fina demais e ela para com a água quente parada em cima; grossa demais e tudo desce em noventa segundos e não tem gosto de nada.

  3. 3Adicionar água

    0:15

    Logo abaixo da spia, nunca acima: aquele furo precisa ficar livre para conseguir avisar, e uma câmara cheia demais cospe água fervente pela lateral assim que engata.

  4. 4Adicione o pó

    0:10

    Nivelado e sem compactar: o processo inteiro funciona por gravidade, e um leito compactado simplesmente o para. Encha o filtro em vez de fazer montinho — a tampa precisa fechar no gargalo sem pressionar o café.

  5. 5Fechar

    0:15

    A metade do bico entra com o bico apontando PARA CIMA, o que parece errado e não é: a cafeteira vai passar os próximos minutos de cabeça para baixo em relação a como serve. Rosqueie direito: a vedação entre as duas metades é o que obriga a água fervente a passar pelo café em vez de escapar pela junta, e uma cuccumella que escorre pela lateral quase sempre é uma que não foi fechada.

  6. 6Ferver

    4:00

    Olho no furinho. A spia é o único instrumento desta cafeteira, e um jato fino de vapor significa que a água lá embaixo está realmente fervendo — esse é o sinal, não um tempo nem um barulho. Tire do fogo nessa hora. Passado esse ponto você está evaporando a água com que ia fazer o café, e a cafeteira fica quente o bastante para queimar o pó no contato.

  7. 7Virar

    0:10

    O gesto que dá nome a tudo isso, e o único que pede algum sangue-frio: as duas alças, um movimento, e vira. Na câmara que vai ficar em cima há água fervendo, então vale decidir onde você vai pousá-la antes de começar. Uma vez virada, a gravidade assume e não sobra nada para fazer.

  8. 8Descer

    4:00

    Três a cinco minutos de pura gravidade: não há pressão em parte alguma deste método, e é nisso que está a diferença para a moka com que ela é confundida. A água encontra o caminho pelo pó no ritmo dela e se junta na metade do bico. Você vai ouvir parar antes de ver; espere mais um instante e sirva.

  9. 9Aproveitar

    0:10

    O café não para de mudar enquanto esfria: os aromas se apagam, a acidez se afia e a doçura vem para a frente. Beba logo depois de preparar, e prove conforme a temperatura cai — é assim que você aprende o que ajustar da próxima vez.

Ajuste pelo sabor

Primeiro a moagem, depois o fogo. Comece com 18 g médios para 200 ml, fora do fogo no jato, três a cinco minutos de descida. Mais rápido que três? Moa mais fino. Mais lento que cinco? Mais grosso. A única coisa que não convém ajustar é a fervura: uma cuccumella que fica no fogo depois do apito está evaporando a água com que ia fazer o café.

  • Desce em um minuto e sai rala
    Moagem grossa demais
    Ajuste · Mais fina, na direção do açúcar: a gravidade precisa de um leito contra o qual trabalhar
  • Mal pinga, ou para
    Moagem fina demais, ou o filtro foi compactado
    Ajuste · Uma volta mais grossa e nunca compactar: aqui nada empurra através de um tampão
  • Amarga, meio queimada
    Ficou no fogo depois de sair o vapor
    Ajuste · Fora assim que apitar; a spia é o cronômetro
  • Escapa água pela junta
    As duas metades não foram rosqueadas
    Ajuste · Feche direito antes de ir ao fogo
  • Sai pouca coisa
    Ferveu demais, ou encheu acima do furo
    Ajuste · Encha até logo abaixo da spia e tire no jato

O que você precisa

A cafeteira e nada mais — papel, nunca. O alumínio é o tradicional e o aço é mais fácil de conviver. O sinal de que é uma cuccumella e não uma moka é que AS DUAS metades têm alça, porque em algum momento do método as duas são a de cima. Vêm em tamanhos fixos, como uma moka, e como uma moka querem ser usadas cheias e não pela metade.

Grãos e torra

Uma torra napolitana, se quiser o autêntico: escura, de acidez baixa, muitas vezes com robusta na mistura para dar corpo. Mas como nada é forçado através do pó, esta cafeteira é bem mais gentil com uma torra média do que a moka, e um bom origem de torra média sai doce e nítido. Torras muito claras ficam chapadas: o contato é curto e não há pressão para ajudar.

Variações para experimentar

  • Açúcar dentro

    Costume napolitano: uma colher na metade do bico antes de virar, para dissolver enquanto desce

  • Descida mais longa

    Um ponto mais fina e cinco ou seis minutos, para uma xícara mais encorpada

  • Cuccumella gelada

    Faça forte e despeje sobre gelo: sem pressão não há amargor a disfarçar

Perguntas frequentes: café com Cuccumella

Qual a diferença para uma moka?

Toda, apesar do ar de família. A moka cria uma a duas atmosferas de pressão de vapor e empurra a água PARA CIMA através do pó. A cuccumella ferve a água, é virada, e deixa que ela caia só por gravidade. É por isso que ela moe mais grosso, leva minutos em vez de segundos, e a xícara não tem nada da mordida metálica da moka.

Para que serve o furinho?

É a spia, o único instrumento da cafeteira. Quando a água de baixo ferve de verdade, sai dali um jato fino de vapor, e esse é o sinal para tirar do fogo e virar. Encha até logo abaixo dele, nunca acima: uma spia tapada não consegue avisar nada, e uma câmara cheia demais cospe.

Preciso mesmo virar?

A virada é o método. Tudo antes disso é água fervendo na metade errada; virar é o que põe a água acima do café para a gravidade fazer o trabalho. As duas alças, um só gesto, e atenção: a câmara que vai ficar em cima está cheia de água fervendo. Decida onde vai pousá-la antes de começar.

Moedores calibrados para este método

Tabela de moagem completa →
Calculadora de proporção Ajustes de moagem para 58 moedores Crie sua própria versão Alfa