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Baratza Virtuoso+ para Jebena

O jebena buna da Etiópia, o ritual de café mais antigo que ainda se pratica: o país de origem preparando-o como sempre preparou. Uma panela de barro de bojo redondo sobre as brasas, o pó despejado direto na água fervente, uma única subida pelo gargalo comprido, e depois a panela parada até a borra assentar sozinha. Em todo o método não há filtro nenhum.

Baratza Virtuoso+
Encontre seu moedor… Baratza Virtuoso+
Moedor elétrico · mós cônicas de 40 mm

Ajuste de Baratza Virtuoso+

Cliques
13–18
Moagem
500–700 µm
Descrição da moagem
Média

Estes ajustes são valores de consenso calculados a partir de 1 fontes independentes (manuais do fabricante, tabelas de referência e nosso modelo de mícrons), monitorados diariamente.

Visão geral

Nossa 1:10·30 g·300 g·100 °C·Média · 500–700 µm·10 min Faça a sua versão

Prepare com a gente

Jebena

Moagem Média 500–700 µm
Proporção 1:
Dose g
Água g
Temp. da água °C
Tempo total 10 min

PASSO 1 / 8 0:00 / 0:00

Notas

Olhamos o gargalo em vez do relógio — a subida é o cronômetro, e ela sai do fogo assim que a espuma alcança a boca. Depois, parada: este café se separa ficando imóvel, então uma panela que é mexida serve a própria borra na xícara. Da mesma borra sai uma segunda rodada, mais leve que a primeira.

Por trás de cada passo

  1. 1Pesar os grãos

    0:05

    Pesar em vez de medir com colher é a única forma de repetir um preparo — os grãos variam em densidade e torra, então uma colher de um café não é uma colher de outro. Fixe a dose e todas as outras variáveis finalmente passam a significar alguma coisa.

  2. 2Moer

    0:15

    Na cerimônia isso é feito com pilão, e o som faz parte da ocasião — o que sai é irregular para qualquer critério moderno, e o método foi construído para tolerar isso. No moedor, mire no médio: os finos de um ajuste mais fino não assentam em três minutos, e servir do alto manda todos eles para a xícara.

  3. 3Ferver a água

    3:00

    A água ferve ANTES de o café chegar perto, o oposto do cezve que fica ao lado neste site, e é justamente por isso que os dois não se parecem em nada. Aqui ainda não há extração — é só a panela esquentando; e a jebena é barro grosso, então demora a pegar calor e depois segura esse calor por tudo o que vem em seguida.

  4. 4Adicione o pó

    0:10

    Direto na água que já ferve, tudo de uma vez. O pó fica um instante na superfície e depois encharca — é aí que a espuma começa, e o passo seguinte já está correndo.

  5. 5Deixar subir

    2:00

    O único momento do método que exige olho. Café em água fervente faz espuma, e o gargalo estreito transforma essa espuma numa coluna que sobe rápido e depois mais rápido — então aqui não se cronometra, se olha o gargalo. Fora do fogo quando chegar à boca. Se passar, você perde a espuma, o fogão e parte do que queria; se tirar cedo demais, uma única subida não tira o bastante de uma moagem dessas.

  6. 6Deixar assentar

    4:00

    Neste método não filtra nada. A borra se separa do café enquanto a panela está parada, e o que torna isso possível é o gargalo comprido — o café de cima clareia de cima para baixo. Três ou quatro minutos são toda a etapa de separação, e é por isso que a moagem é decidida pelo que assenta e não pelo que um filtro seguraria. Mexa na panela e você devolve a borra à xícara.

  7. 7Servir do alto

    0:30

    Bem alto, e numa passagem só pela fileira em vez de xícara por xícara. As duas coisas são práticas antes de cerimoniais: a altura deixa a borra assentada no bojo e areja o café na queda, e a passagem única é o que iguala as xícaras — servidas uma a uma, a primeira sai a mais forte e a última a mais fraca, da mesma panela.

  8. 8Aproveitar

    0:10

    O café não para de mudar enquanto esfria: os aromas se apagam, a acidez se afia e a doçura vem para a frente. Beba logo depois de preparar, e prove conforme a temperatura cai — é assim que você aprende o que ajustar da próxima vez.

Ajuste pelo sabor

Primeiro a moagem, depois a subida, e o resto em paz. Comece com 30 g médios para 300 ml de água fervente, uma subida, três ou quatro minutos de descanso. Com areia? Mais grossa, ou deixe descansar mais. Fraca? Mais fina antes de mexer em qualquer outra coisa. A única coisa que não convém ajustar é a fervura: este método tem exatamente uma subida, e uma segunda fervura forte tira mais do que acrescenta.

  • Areia na xícara
    Serviram antes de a borra assentar, ou a panela foi movida
    Ajuste · Três ou quatro minutos inteiros sem tocar, e erguer com cuidado
  • Transbordou
    Ficou no fogo depois de subir
    Ajuste · Olhe o gargalo, não o relógio — fora do fogo assim que chegar à boca
  • Rala e chapada
    Ferveu forte, ou ferveu uma segunda vez demais
    Ajuste · Uma subida basta; fervura em borbulhão leva justamente o que você quer
  • Fraca, aguada
    Moagem grossa demais para uma única subida
    Ajuste · Um passo mais fina — média, não a grossa de uma prensa
  • Turva, não clareia
    Moagem fina demais para assentar
    Ajuste · Mais grossa — aqui a moagem é decidida pelo que assenta, não pelo que um filtro segura

O que você precisa

Um jebena e algo para aquecê-lo. A panela é de barro barato sem esmalte, e o formato é a tecnologia: um bojo redondo que recebe o calor por igual, um gargalo comprido onde a borra assenta, e um bico que serve por cima dela. Some uma xícara pequena sem asa — o sini — e um aro de palha trançada para apoiá-la, porque o fundo é redondo e sozinha ela não para em pé na mesa.

Grãos e torra

Naturais etíopes, de onde tudo isso vem, e uma torra mais clara que a da própria cerimônia se você quiser a fruta aparecendo. O método é generoso com doçura e corpo, então um Yirgacheffe lavado sai mais redondo aqui do que num V60. Torras escuras ficam pesadas rápido na temperatura de fervura.

Variações para experimentar

  • Abol, tona, baraka

    Três rodadas da mesma borra — a primeira forte, a segunda mais leve, a terceira uma bênção

  • Com especiarias

    Um pouco de cardamomo, canela ou arruda na panela, comum em várias regiões

  • Buna qala

    Sal e manteiga no lugar do açúcar, como se toma em parte das terras altas

Perguntas frequentes: café com Jebena

Qual a diferença para o café turco?

Os dois fervem o pó solto e servem por cima da borra assentada, mas são opostos na ordem e na moagem. O turco é moído a pó e começa na água fria, que na prática nunca ferve de verdade; o jebena é moído médio e entra na água já em plena fervura. E um cezve faz uma xicrinha, enquanto um jebena serve uma rodada para todo mundo.

Preciso mesmo de um jebena?

Para o café, não: uma panelinha ferve água e segura o pó do mesmo jeito. Para o método, praticamente sim: quem clareia o café é aquele gargalo comprido, e quem permite servir por cima da borra é o bico. Numa panela larga o pó não tem para onde ir, e isso chega inteiro à boca.

O que são as três rodadas?

Abol, tona e baraka: três serviços da mesma borra, nessa ordem, cada um mais leve que o anterior. Entre uma e outra acrescenta-se água à panela e ela volta ao fogo. Baraka quer dizer bênção, e sair antes que ela seja bebida é a única falta de educação de verdade.

Moedores calibrados para este método

Tabela de moagem completa →
Calculadora de proporção Ajustes de moagem para 58 moedores Crie sua própria versão Alfa