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Filipinas

Um dos pouquíssimos países que cultiva as quatro espécies comerciais — inclusive a libérica, que quase ninguém mais cultiva.

Produção
0,5 M de sacas (60 kg)
Altitude
200–1.800 m
Espécies
94% Robusta e 6% Arábica
Colheita
outubro–março

Os valores de produção referem-se à safra 2025/26.

Visão geral

As Filipinas são incomuns por cultivar comercialmente arábica, robusta, libérica e excelsa. O robusta é o grosso da safra, de Mindanao e das províncias do Tagalo do Sul. O arábica vem das terras altas da Cordilheira, no norte de Luzon — Benguet, Kalinga, Mountain Province — e de Bukidnon e Sultan Kudarat, em Mindanao.

A libérica é a singular. Conhecida localmente como barako, é cultivada sobretudo em Batangas e Cavite, produz grãos muito grandes em árvores altas e tem nas Filipinas um público que não tem em nenhum outro lugar do mundo. A produção nacional total é modesta e o país é importador líquido — a demanda interna supera com folga o que se cultiva —, o que mantém a maior parte da safra em casa e faz do café filipino uma raridade nos mercados de exportação.

Regiões de cultivo

  • Arábica
  • Robusta
  • Libérica
  • Excelsa
  • Ambas

As províncias sombreadas contêm zonas de cultivo; o café ocupa apenas parte de cada uma.

1.000–1.800 m
Arábica

Benguet e Kalinga, no norte de Luzon: as terras altas de arábica do país.

Colheita
  1. j
  2. f
  3. m
  4. a
  5. m
  6. j
  7. j
  8. a
  9. s
  10. o
  11. n
  12. d
Lavado Honey Typica Bourbon Catimor Red Caturra

200–700 m
Libérica Excelsa

O berço do barako: libérica, que quase em nenhum outro lugar é cultivada nessa escala.

Colheita
  1. j
  2. f
  3. m
  4. a
  5. m
  6. j
  7. j
  8. a
  9. s
  10. o
  11. n
  12. d
Natural Lavado Liberica (barako) Excelsa

300–1.500 m
Robusta Arábica

Bukidnon, Sultan Kudarat e Davao: a maior parte do volume nacional.

Colheita
  1. j
  2. f
  3. m
  4. a
  5. m
  6. j
  7. j
  8. a
  9. s
  10. o
  11. n
  12. d
Natural Lavado Robusta selections Typica Catimor

Na chávena

O arábica da Cordilheira é doce e de corpo médio, com caráter de castanha e chocolate ao leite e acidez cítrica moderada. O barako é a exceção e não tem gosto de nada mais neste atlas: intensamente aromático, amadeirado e quase defumado, com um amargor pungente e levemente medicinal e um corpo mais pesado que o do robusta. É gosto adquirido, e genuinamente ameaçado.

A frutos secos Chocolate Terroso Corpo cheio

História

O café chegou no século XVIII e, por volta da década de 1880, as Filipinas estavam entre os principais exportadores do mundo, com Batangas no centro do comércio. A ferrugem destruiu a indústria nos anos 1890 e ela nunca recuperou a escala anterior. O replantio favoreceu o robusta; a libérica que sobreviveu o fez sobretudo pelo consumo local.

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Fontes

  1. USDA Foreign Agricultural ServiceProduction, Supply and Distribution — Coffee (2025/26) (consultado a 31 de agosto de 2026) Fonte de Produção, Espécies
  2. International Coffee OrganizationHistorical Data on the Global Coffee Trade (consultado a 24 de agosto de 2026)
  3. World Coffee ResearchArabica Coffee Varieties (consultado a 24 de agosto de 2026) Fonte de Variedades

Contornos dos países e relevo sombreado da Natural Earth, de domínio público.

Os marcadores de região indicam uma zona. Não são localizações de quintas levantadas no terreno e não devem ser lidos como tal.